sábado, 17 de novembro de 2012

Módulo II Educação Comunitária Vídeo-aula 14

Módulo II - Semana 4 - Vídeo-aula 14
Prof. Sonia Castellar

     Cartografia e representação de lugares



      Leitura de mapas
  • É preciso ler os mapas e não apenas copia-lo;
  • A partir da representção gráfica, cartográfica eu posso ler criticamente e ver, entender o que está acontecendo nesse lugar;

          Como já relatei na aula anterior, os alunos dos 5º anos da escola E E José Bartocci, fizeram um projeto sobre o bairro da Vila Ré, eles fizeram pesquisas, entrevistas com moradores antigos, fizeram um mapa do entorno da escola, receberam fotos antigas da cidade ( que foram doadas por moradores), onde puderam fazer uma comparação de como a cidade era antes e como está atualmente.
     Esse projeto foi muito importante, porque os alunos descobriram que no lugar das casas existentes hoje, existiam enormes fazendas, onde hoje é o metrô já foi uma estação ferroviária, a mudança das suas arquiteturas, a história dos habitantes, quem foi o fundador do bairro, qual era o governador na época da inauguração da escola, entre várias outras informações.

Abaixo se alguns mapas que foram pesquisados pelos alunos para entender melhor o entorno do bairro.



 



     Alguns Mapas antigos:


     Alguns Mapas atuais:


    
       A representação cartográfica é um meio de entender o mundo, os países, os estados, os municípios, as cidades e os bairros.
     Desde os tempos antigos os povos faziam registros das suas descobertas através de representações gráficas, antes mesmo da invenção da escrita, esses eram confeccionados em placas de argilas, e fazem parte da nossa história.
     Acredito que seja importante também os alunos conhecerem a história dos mapas, entenderem que servem para o reconhecimento de teritório, definição de fronteiras, indicação de caminhos, entre outros.
     
    

Módulo II Educação Comunitária Vídeo-aula 13

Módulo II - Semana 4 - Vídeo-aula 13
Prof. Sonia Castellar

     A cidade como projeto educativo

     Pensar a cidade como projeto educativo como em um currículo integrado na escola, partindo de um estudo centrado na cidade.
      Cidade - Locus: Lugar de vivência dos alunos, das pessoas, e reconhecer, identificar, compreender na dimensão dos que ela traz de informações da sua história, da sua formação, das suas contruções do ponto de vista das suas arquiteturas, temos vários elementos que permitem estudadr a cidade e também em diferentes escalas de análise.
     Partindo do estudo de um determinada bairro da localidade da escola eu posso associar com outras escola de outros lugares do mundo e compreendendo a diversidade cultural.
     É um tema que permite pensar em diversidade cultural, cidadania, identidade, raízes históricas, entre outras.
     O bairro não só ajuda a entender a dimensão social e econômica como a dimensão cultural daquele grupo que pertence a escola e que pertence aquele lugar.
    
     Cidade Educadora
  • Fazer da cidade um objeto de educação geográfica significa superar a superficialidade conceitual e estabelecer uma relação mais eficaz entre o saber formal e informal.
      Cidade Educadora: Aprendizagem
  • Os alunos descobrem que a cidade é mais do que uma decodificação das informações que ela revela na sua aparência, mas pode-se descobrir sua estrutura, sua gênese e sua função.
     Estudar o lugar
  • Para estudar a cidade é importante ter todos os aspectos ao mesmo tempo: teritório, local de vivência, circulação diária, as representações simbólicas do lugar são diferentes em função das práticas e da história de cada um.
     Temática Urbana    

     Enfoque morfológico: Se no estudo a ênfase for a descrição das formas construtivas e visíveis, por exemplo:
  • Classificação dos bairros;
  • Tipo de edificação;
  • Rede de circulação
  • Tipo de estabelecimentos
  • Rede social ( escola, hospitais, postos de saúde...)
     Temática Urbana

     Enfoque hisórico: o ensino se organiza a partir dos relatos, da biografia da cidade, dos seus habitantes, por exemplo:
  • História de vida;
  • Mudanças e permanências;
  • Tempo
     Temática Urbana

     Enfoque ambiental: quando a problemática for meio ambiente.
  • Análise do meio físico e os impactos das construções;
  • O cidadão como protagonista será o ensino centrado no conhecimento e exercício dos direitos do cidadão.
     Finalidade do estudo da cidade
  • Como vivem as pessoas;
  • Como funcionam as cidades;
  • As redes de circulação;
  • Qualidade de vida;
  • Elaboração do plano diretor;
  • Análise ambiental.

     Os alunos dos 5º anos da escola E E José Bartocci, fizeram um projetinho sobre o bairro da Vila Ré, eles fizeram pesquisas, entrevistas com moradores antigos, fizeram um mapa do entorno da escola, receberam fotos antigas da cidade ( que foram doadas por moradores), onde puderam fazer uma comparação de como a cidade era antes e como está atualmente.
     Esse projeto foi muito importante, porque os alunos descobriram que no lugar das casas existentes hoje, existiam enormes fazendas, onde hoje é o metrô já foi uma estação ferroviária, a mudança das suas arquiteturas, a história dos habitantes, quem foi o fundador do bairro, qual era o governador na época da inauguração da escola, entre várias outras informações.


Módulo II Saúde na Escola Vídeo-aula 12

Módulo II - Semana 3 - Vídeo-aula 12
Prof. Paula Fernandes

     Retardo mental e autismo

     Retardo mental: Definição
  • Pessoas com habilidades intelectuais abaixo da média
  • Início do déficit antes dos 18 anos de idade
  • Consequencias: prolbemas no funcionamento diário, na comunicação, na interação social, nas habilidades motoras, nos cuidados pessoais e na vida cadêmica
  • Prevalencia 1-2%
     Retardo mental: Tipos 
     
     Retardo mental leve:
  • Atraso na linguagem, mas conseguem se comunicar e apresentam independência nos cuidados pessoais
  • Conseguem estudar até certo ponto (ens. médio)
  • Conseguem ter vida independente, trabalho, casar e administrar sua casa  
     Retardo mental moderado:
  • Dificuldade na compreensão e no uso da linguagem
  • Cuidados pessoais e habilidades motoras: limitadas e auxílio para toda a vida
  • Vida acadêmica limitadas e benefícios com turmas especiais (habiliadades + sociais)
     Retardo mental grave:
  • Graus maiores de prejuízos intelectuais, funcionais e motores
  • Déficits visuais e auditivos, lesões orgânicas ou desenvolvimento cerebral inadequado
  • Necessitam de atenção e cuidados especiais para a vida toda
     Retardo mental: Oque fazer?
  • Identificação precoce (desde a gestação)
  • Tratamento controle das auterações comportamentais agitação psicomotora, agressividade, hotilidade, hiperatividade, etc.
  • Treino de habilidades sociais, estímulos favoráveis
  • Informações e treinamento de pais, familiares e professores
     Escola - Retardo mental: O que fazer?
  • Escola: trabalho educacional especial para promover a máxima estimulação possível, respeitando as limitações de cada pessoa
  • Objetivo: melhora das relações sociais e busca de qualidade de vida para todos
      Autismo: Definição
  • É considerado um transtorno invasivo do desenvolvimento que tem prejuízo na interação social, atraso na aquisição da linguagem, e comportamentos eterereotipados e repetitivos.
  • A incidência é de aproximadamente 2 a 5 casos para cada 10.000 crianças
  • É mais comum em meninos
     Autismo: Características
  • Identificado com 2 anos e meio de idade filho não fala, resiste a cuidados paternos e não interage
  • Bebês défit no comportamento social, evitam contato visual, sem interesse na voz humana, indiferentes ao afeto.
  • Crianças não seguem os pais pela casa, não tem interesse em brincar com outras crianças.
  • Tem interesse por brincadeiras estereotipadas, não se interessa pelo carrinho em si, mas pelo movimento da roda e fixa o olhar e atenção nesse movimento.
  • Cheira e lambe objetos
  • Bater palmas e levar o corpo para frente e para trás
  • Fascinação por luzes, sons e movimentos
  • Incomoda-se com mudanças na sua rotina diária
  • Inteligência e linguagem comprometidas
     Autismo na escola: Características
  • Não tem intersse em brincar com outras crianças
  • Nao tem interesse por jogos ou brincadeiras
  • Interesse por brinquedos específicos, ou parte deles
  • Atos repetitivos e estereotipados
  • Ataques de raiva mudanças na rotina
  • Resistência em aprender novas atividades
     Autismo: O que fazer?
  • Tratamento individualizado
  • Intervenções conjuntas: educaçãoespecial, aconselhamento de pais, terapia comportamental, treino de habilidades sociais, medicações para melhorar a qualidade de vida e a adaptação da criança
  • 45% das crianças com autismo: comunicação verbal, educação direcionada
     
     

sábado, 10 de novembro de 2012

Módulo II Saúde na Escola Vídeo-aula 11

Módulo II - Semana 3 - Vídeo-aula 11
Prof. Paula Fernandes

     Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDH)

     TDAH é um transtorno comportamental e neurobiológico, de causas genéticas e ambientais, que aparece na infância e pode acompanhar a pessoa por toda vida causando sofrimentos para ela e à todos que fazem parte da sua vida.

    Os prejuízos para crianças com TDAH são enormes, eles extrapolam a questão acadêmica, não é só baixo rendimento escolar, tem também as dificuldades sociais, no relacionamento com os amigos, dificuldade para prestar atenção no professor.

     Características da Desatenção:
  • dificuldade de prestar atenção a detalhes
  • parece que não que não escuta quando falam com ele
  • é facilmente distraído com estímulos alheios
  • tem dificuldade de organização
  • comete erros por descuido
  • não segue instruções
  • não termina suas tarefas  
  • perde coisas importantes
     Características da Hiperatividade:
  • não consegue envolver-se em atividades silenciosas
  • está sempre "a mil por hora"/ "a todo vapor"
  • agita mãos e pés ou se remexe na cadeira
  • tem dificuldade para permanecer sentado
  • corre exageradamente
  • fala demais
     Característica da Impulsividade: 
  • dá respostas precipitadas a perguntas não terminadas
  • tem dificuldade de aguardar sua vez
  • interrompe ou se intromete em conversas alheias
     Prevalência:
  • acomete 5% a 13%  das crianças em idade escolar
  • pode persistir na vida adulta em metade dos casos
  • mais comum em meninos
  • nas meninas mais ou menos de 10% a 25% dos casos de TDAH
     Tipos de TDH
  • Predominantemente desatento: mais comum no sexo feminino, alta de prejuízo acadêmico, são crianças desorganizadas, esquecidas, frequentemente distraídas, não copiam as tarefas, vivem no "mundo da lua", nível alto de isolamento social e retraimento, inabilidades sociais, ansiedade e relutância para participar de atividades em grupo.
  • Predominantemente hiperativo: impulsivo: são mais agrssivas, altas taxas de rejeição pelos colegas, sofrem de "impopularidade", são agitadas, inquietas e impulsivas.
  • Combinado (perfil do TDAH): maior prjuízo no funcionamento global, são rejeitadas pelos colegas: agem sem pensar, são inadequadas socialmente e falham em fazer planos e prever situações.
     TDAH: diagnóstico
  • É fundamentalmente clínico (médico)/ avaliação com os pais, a criança e a escola
  • Pejuízo em dois ou mais contextos
  • Baseado nos critérios operacionais do DSM-IV ou CID 10
     TDAH: etiologia/ multifatorial
  • Fatores genéticos
  • Fatores biológicos/ físicos
  • Fatores psicossociais 
     O tratamento tem que ser multifatorial também e sempre específico para cada caso, para cada criança. Todo diagnóstico tem que ser feito, tem que ser avaliado todo o contexto dessa criança.

     Tratamento multidisciplinar para cada caso:
  • pode ser feito com medicações
  • psicoterapia
  • envolvimento da família e da escola 
     Educação/ para criança, pais e professores: objetivos
  • ajudar a criança, a família e os professores a compreender os sintomas e os prejuízos do TDAH
  • desfazer rótulos prévios("preguiçoso"...)
  • melhorar a autoestima da criança
  • pais: melhores estratégias para lidar com o TDAH
     Reconhecimento e elogios:
  • Intervenção comportamental baseada em contingências premiar respostas e atitudes adequadas reforçadores para o comportamento esperado
  • Ajuda também na impulsividade
  • Discutir com os pais/ envolver os pais


      Eu percebo que os alunos com TDAH quando são estimulados a participar da aula, seja fazendo uma leitura em voz alta ou apresentando algum trabalho, no início se mostram desconfortável, envergonhados ou até mesmo dizem que não querem fazer, que não conseguem, entre outras desculpas; no entanto ao perceberem que o professor mostra interesse pelo seu aprendizado e principalmente quando recebem elogios eles tendem a mudar suas atitudes, percebo que eles querem agradar e com isso acabam se esforçando para ficar mais quietos e quando terminam a tarefa vêm mostrar esperando mais elogios e, para retribuir o elogio eles escrevem cartinhas para a professora como demonstração de carinho e gratidão.
     Eu confesso que prefiro receber cartinhas como demonstração de carinho a ficar repreendendo o tempo todo um aluno, acho isso desgastante tanto para o professor quanto para o aluno.

     O vídeo abaixo da Tvbrasil, tem alguns depoimentos de criança, adultos e famílias, há também uma entrevista com a Drª Lívia Hartmann de Souza, Drº Eugêni Grevet - coord. ambulatório de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade - HCPA, Drº Enrique Barros. Esse vídeo é muito interessante e acredito que contribui bastante para que possamos repensar em nossas práticas e elaborar estratégias para ajudar os nossos alunos com TDAH.

     
     

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Módulo II Educação Comunitária Vídeo-aula 10



Módulo II - Semana 3 - Vídeo-aula 10
Prof. Ana Maria Klein

     Democracia e Educação em Direitos Humanos

     Democracia e Educação: Para Dewey, democracia é um modo de vida. Na escola trata-se de viver democraticamente e não do domínio de conceitos. E por ser um modo de vida, ela é também uma proposição ética e moral.
   
     
      Modo de vida:
  • Por ser um modo de vida, a democracia é uma expressão ética, exigindo uma formação que enfatize a personalidade (individualidade) e a cooperação (responsabilidade pelo bem social).
  • Para atender a essa necessidade formativa a escola deve preparar o indivíduo para que ele pense e dirija-se por si, com responsabilidade e compromisso, num ambiente promotor dos DH.
     Educar para e pela Democracia e Direitos Humanos:
  • Formação humana que se destina à ordem democrática e a construção de uma sociedade promotora dos Direitos Humanos e se realiza por meio destes.
  • Educar para a democracia e pelos DH : conhecimento sobre princípios, valores e direitos.
  • Educar pela democracia e pelos DH: a convivência em um ambiente democrático e promotor do DH favorece disposições internas para que as ações cotidianas sejam pautadoas por princípios democráticos que adotem os DH como modo de conduzir a vida pessoal, social e escolar.
      Dimensões da EHD 
  • apreensão do conhecimento sobre Direitos Humanos e a sua relação com os contextos internacional, nacional e local
  • afirmação de valores, atitudes e práticas sociais que expressem a cultura dos DH
  • formação de uma consciência cidadã
  • desenvolvimento de processos metodológicos participativos e de construção coletiva, utilizando linguagens e materiais didáticos contextualizados
  • fortalecimento de práticas individuais e sociais que gerem ações e instrumentos em favor da proteção e da defesa dos DH, bem como da reparação das violações
     Campos de atuação da EDH
  • Epistemológico: conhecimento e habilidades - conhecer os DH e os mecanismos existentes para sua proteção, assim como desenvolver habilidades para aplicá-los no di-a-dia
  • Axiológico: valores, atitudes e comportamentos que sustentem os DH
  • Práxis: desencadear ações para a defesa e promoção dos DH
     Conteúdos da EDH
  •  Maxiconteúdos: conhecimentos dos direitos, contexto sociohistórico, político e cultural.
  • Intermediários: conhecimentos específicos, ou seja, articular o conteúdo que é específico dos DH com as disciplinas curriculares, estabelecer relaçãoes entre o currículo tradicional da escola com os conteúdos de DH
  • Miniconteúdos: está mais próximo da realidade do aluno, relacinar os conteúdos de DH à realidade da comunidade, da escola, do bairro
      Os Direitos Humanos é pluridisciplinar, transdiciplinar e interdisciplinar, assim como outros temas precisa do aporte de várias disciplinas, de vários campos do conhecimento para poder ser explorado.
     


 Declaração Universal dos Direitos Humanos
Um dia, uma porção de pessoas se reuniu.
Elas vinham de lugares diferentes e eram, elas mesmas, diferentes entre si.
Havia homens e mulheres [...].
Vinham de países ricos e
pobres, de lugares quentes
ou frios.
Vinham de reinados e
de repúblicas.
Falavam muitas
línguas.
Acreditavam em
diferentes deuses.
Alguns dos países
que elas representavam
tinham acabado
de sair de uma guerra
terrível, que tinha
deixado muitas cidades
destruídas, um
número enorme de mortos, muita gente sem lar e sem família.
Muitas pessoas tinham sido maltratadas e mortas por causa de sua religião,
de sua raça e de suas opiniões
políticas.
O que reunia aquelas pessoas era o desejo de que nunca mais houvesse
uma guerra, de que nunca mais ninguém fosse maltratado e que não se perseguissem
mais pessoas que não tinham feito mal a ninguém.
Então, elas escreveram um papel.
Neste documento, elas fizeram um resumo dos direitos que todos os seres
humanos têm e que devem ser respeitados por todos os povos.
Este documento é chamado Declaração Universal dos Direitos Humanos
[...].


 Declaração Universal dos Direitos Humanos. Adaptação de Ruth Rocha e Otávio Roth. São Paulo: Salamandra, 2004.



   
     A escola democrática e promotora dos DH, é um espaço de encontro para o conhecimento, para compartilhar experiências e se relacionar com o outro, reconhecendo o outro como forma de fortalecimento, estar com o outro com entrega entendendo que essa aproximação exige ética, exige valores, exige respeito à diversidade. Escola é lugar de se ensinar e aprender democracia e Direitos Humanos, pois todos são capazes de sentir, pensar e dizer o espaço escolar, sendo possível romper as fronteiras do muro da escola e aproximar o conhecimento do currículo com a realidade do aluno.

    

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Módulo II Educação Comunitária Vídeo-aula 9

Módulo II - Semana 3 - Vídeo-aula 9
Prof.Ana Maria Klien

     Educação comunitária e direitos humanos

  • Educação comunitária: até meados dos anos80 era relacionada a educação não formal, e caracterizada por processos educativos coletivos.
  • Contexto escolar:  a partir de 1980 e com intensificação na década de 90 que surge a educação comunitária associada ao contexto escolar dentro de uma perspectiva de educação formal, caracterizada pela democratização do espaço e das relações, da relação de todos os participantes envolvidos nos processos educativos e da melhoria da qualidade da educação.
  • Objetivo: Desenvolvimento de um "sujeito coletivo", isto é, de sujeitos que se compreendam em meio a coletividade, que se tornem co-responsáveis pelas ações, relações, conflitos e decisões que ocorram na comunidade.
       Difentrentes contextos educativos: rede social e educativas de relações à qual pertencem a escola, a família e outras organizações.
  • Os problemas de uma determinada comunidade passam a ser discutidos e passam a ser objetos de reflexão dentro da escola, o que se aprende tradicionalmente na escola se articula com a vida cotidiana dos estudantes numa perspectiva de formação para a cidadania.               
     Currículo: as demandas e os interesses da comunidade passam a fazer parte da escola e do trabalho pedagógico.
  • Os temas vivenciados pelos estudantes passam a ser discutidos à luz dos conhecimentos das disciplinas.
      Cidades educadoras: conceito que surgiu no início da década de 90 na espanha. Sua idéia central é que a escola sozinha não tem condições de construir todos os conhecimentos e informações necessários ao mundo contemporâneo, com isso, a educação também deve ser competência da cidade.
  • A carta das cidades educadoras reconhece que a  educação não é uma função restrita a escola, todos da sociedade educam as pessoas que vivem na sociedade, portanto a cidade é um contexto educativo.
     Trilla (1993) destaca três dimensões possíveis para a relação educação-cidade:
  • Aprender na cidade: tem como locus da educação, a própria cidade ou seja todas as instituições educativas que compõem a cidade, passam a fazer parte da rede educativa: Museus, organizações não governamentais, parques, praças são espaços que podem ser de encontros e vivências, espaços educativos.
  • Aprender da cidade: é um agente informal, convivendo na cidade, convivendo com as pessoas aprendemos o tempo inteiro. Nem todas as aprendizagens são desejáveis, há coisas que se aprende convivendo com a cidade que não são interessantes para uma sociedade democrática, para uma sociedade que respeita direitos.
  • Aprender a cidade: é conhecer a cidade, saber dos seus potenciais, saber que cada indivíduo é um cidadão com papel ativo e que pode transformar a sua realidade.
     Mapear o entorno da escola/ Ação para fora da escola:
  • Mapear: ação ampla que visa o olhar para as potencialidade e na comunidade da qual a escola se insere.
     Objetivo do mapeamento é levantar:
  • onde/ o quê: locais, organizações, instituições, pessoas.
  • quem: quais as pessoas com quem foi feito o contato.
  • por quê: justificativa sobre o local organizado, instituição ou  pessoa como potencial parceiro. 
     Trilhas: os caminhos para os projetos:
  • Trilhas educativas: contexto pedagógico, olhares orientados por temas específicos. Duplo caráter.
  • Intensionalidade e objetividade: dadas pelo tema
  • Caráter "caleidoscópio": percepção das pessoas a cerca da sua comunidade, desafios, potenciais (humanos, equipamento, locais) e como elas se implicam.
  • Projetos transversais e interdisciplinares: a partir de tema articulam a realidade com os conteúdos curriculares, a formação em valores, a consciência crítica e a cidadania ativa.
     Direitos Humanos e escola:
  • Direitos Humanos: são comuns a todos sem distinção de etinia, nacionalidade, sexo, classe social, nível de instrução, religião, opinião política, orientação sexual, ou  qualquer tipo de julgamento moral.
  • DH e democracia: liberdade, igualdade e solidariedade.
  • Na escola: se traduzem em conhecimentos, valores e ações necessárias à formação dos cidadãos em sociedade democrática e ao desenvolvimento integral do ser humano.
     O vídeo abaixo destaca a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Todos precisamos conhecer os nossos direitos e deveres para que possamos exercer o direito à cidadania, nos tornando críticos, reflexivos e capazes de propor soluções para o desenvolvimento da nossa sociedade.
     

             
     

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Módulo II Saúde na Escola Vídeo-aula 8

Módulo II - Semana 2 - Vídeo-aula 8
Prof. Paula Fernandes

     Distúrbios alimentares (anorexia e bulimia, obesidade)

     Essa aula aborda os distúrbios alimentares e suas consequências no desenvolvimento das crianças e adolescentes.
     A alimentação é muito importante para nossa saúde, ela deve ser equilibrada, completa e variada.
     Os distúrbios alimentares por uma interação entre fatores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais.

     Necessidades nutricionais 
       Transtornos Alimentares (TA)
  • Anorexia Nervova (AN)
  • Bulimia Nervosa (BN)
  • TA não Específicos (TANE)
  • AN atípica
  • BN atípica
  • Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP)
  • Outros
     Anorexia Nervosa e Bulimia Nervosa: psicopatologia central                                              
  • Medo mórbido de engordar
  • Auto-avaliação baseada na aparência física
  • Dietas extremamente restritiva
  • Descontrole no comportamento alimentar
  • Uso de métodos inapropriados para alcançarem o corpo idealizado
    

     
       Bulimia Nervosa
  • Fome de boi, comer como um boi
  • Compulsão Alimentar
  • Ingestão de excesso de alimento com perda de controle
  • O medo de engordar e culpa pela ingestão alimentar levam a métodos compensatório
  • Vômitos
  • Laxantes
  • Diuréticos
    

 

      Obesidade
  • É um disturbio do metabolismo energético, onde ocorre um armazenamento excessivo de energia no tecido adposo, sob a forma de triglicérides
  • Obesidade é uma doença complexa, multifatorial, com sobreposição de fatores genéticos, comportamentais e ambientais.
 






 Tratamento de obesidade/ Três objetivos
  • Orientação alimentar
  • Mudanças de hábitos
  • Otimização da atividade física
  • Criança segue padrões paternos, se esses não forem modificados ou manejados em conjunto, um insucesso do tratamento já é previsto
 
     Todas esses distúrbios tem consequências seríssimas para a saúde, em alguns casos de anorexia a pessoa chega vir a óbito, nos casos de bulimia há risco de desenvolver problemas de estômago e esôfago, nos casos de obesidade pode levar a pessoa há sérios problemas como desenvolver hipertensão, diabetes, complicações ortopédicas, entre outras.
     É preciso estar atentos ao sinais que os jovens de alguma maneira acabam deixando transparecer, e como educador esclarecer seus alunos sobre os riscos de saúde e orienta-los a procurar um especialista para que possam obter ajuda.