domingo, 28 de abril de 2013

Módulo III Convivência Democrática Vídeo-aula 24

Módulo III - Semana 6 - Vídeo-aula 24
Prof. Claudia Viana

     Gênero e diversidade sexual: desafios para a prática docente



     Essa vídeo-aula é uma sequência da vídeo-aula 23 que teve como foco o conceito de gênero, no entanto agora a preocupação será em ver como essas relações afetam as práticas e interações estabelecidas no espaço escolar.
     Lembramos que tanto as relações de gênero quanto a diversidade  sexual que dela faz parte se constituem num campo que nós denominamos direitos humanos.
     O Estado e as suas políticas nacionais e locais interpretam e regulam em suas leis várias disposições que se ligam ao gênero: várias das concepções de família, reprodução, educação, estilo de vida, muitas delas entrelaçadas com a construção das relações de gênero.
     O Estado não é neutro, ele regula as identidades sociais e tem tanto na mídia quanto na escola instituições que são muito importantes para o reconhecimento de algumas diferenças, ou para a exclusão social.

     Duas dimensões do conceito de gêneros:
  • Na primeira dimensão o gênero estabelece uma imbricação com a sexualidade, ou seja gênero e sexualidade são socialmente construídos.
  • Na segunda dimensão amplia a análise dos processos de democratização da educação com a demanda dos movimentos sociais.
     Nos programas e planos de educação a partir dos anos 90, podemos reconhcer várias demandas dos novos movimentos sociais, a Constituição Federal de 1988 foi um grande marco.
     No governo de Fernando henrique Cardoso, sob a coordenação do Ministério da Educação se instaura o processo de introdução do gênero e da sexualidade com forte ênfase no currículo, sob a forma de temas transversais a serem explorados e desenvolvidos por professores, Utilização dos Parâmetros Curriculares Nacionais e Referencial Curricular Nacional para a educação infantil, além de várias outras diretrizes que são instrumentos de referência para a construção do currículo a aprtir de uma perspectiva de gênero e de sexualidade.






     

Módulo III Convivência Democrática Vídeo-aula 23

Módulo III - Semana 6 - Vídeo-aula 23
Prof. Claudia Viana

     Relações sociais de gênero: um direito e uma categoria de análise

     A discussão de gênero nasce no contexto das lutas por direitos sociais.
     A constituição das relações de gênero está diretamente ligada a ampliação do direito das mulheres:
  • Direito ao voto;
  • Direito ao trabalho remunerado;
  • Direito de ir e vir.
       
     Utilizamos o conceito de gênero para sair das explicações sobre as diferenças entre homens e mulheres que na nossa sociedade estão fundamentadas quase que exclusivamente em características biológicas.
     A idéia é registrar o caráter social do conceito que remete à dinâmica da transformação dos valores sociais que é histórico e social.
     No gráfico apresentado percebemos que na educação ainda há desigualdades em relação a raças, cor e até mesmo em determinadas regiões. Em geral a mulher tem um nível maior de escolarização, mas ainda percebemos que é preciso fazer mais, pois as mulheres continuam ganhando menos que os homens e as mulheres negras ganhando menos que as mulheres brancas.

     Abaixo segue um vídeo: A realidade da mulher brasileira. O vídeo fala sobre as lutas das mulheres por igualdade de direitos, a partir dos anos 60 e 70 os grupos de mulheres e movimentos feministas se espalharam por todo o Brasil em busca da redemocratização do país.


sábado, 27 de abril de 2013

Módulo III Direitos Humanos Vídeo-aula 22

Módulo III - Semana 6 - Vídeo-aula 22
Prof. Sinara Zardo

     EDH, inclusão e acessibilidade



     Falar em direito humano à educação contempla também os alunos da Educação Especial que vai ser um público específico, que são os alunos com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação, pensando a inclusão escolar desses alunos da educação especial na perspectiva do direito e na perspectiva do direito humano à educação, tratando a acessibilidades como uma categoria que traz a questão da dignidade, da participação e da autonomia aos alunos com deficiência no contexto do sistema de ensino.
     Falar na questão da inclusão é tratar o movimento amplo que se trata do direito à educação e um movimento que tem como princípio o respeito à diferença humana; esse movimento se intensifica nos últimos anos principalmente a partir da década de 90 no Brasil, quando começa a se discutir possibilidades e alternativas de inclusão para pessoas com deficiência que historicamente estiveram excluídas do sistema de ensino
     O movimento da educação inclusiva tem essa perspectiva de trabalhar a articulação entre os conceitos de igualdade e diferença e também o conceito de alteridade, ou seja, como é que eu enxergo o outro e considero a igualdade no sentido do direito.
     Historicamente as pessoas com deficiência foram excluídas da sociedade.
     No final da modernidade começa o interesse dos educadores e dos psicólogos em estudar e acompanhar o desenvolvimento das pessoas com deficiência.
     É na contemporaneidade com a evolução das políticas dos direitos humanos que começamos a pensar em uma perspectiva de integração dessas pessoas na sociedade, e a questão da acessibilidade se coloca como eixo central de uma perspectiva inclusiva porque trabalha no sentido de possibilitar  a autonomia e a independência dessas pessoas em todos os contextos, seja na escola, seja no trabalho, seja na sociedade em geral.

     Há dois paradigmas que demarcam a tragetória política de luta pela inclusão dos alunos da educaçõa especial na sociedade e na escola.
     Integração: médico/clinica, a pessoa com deficiência é que tem que se adequar para posteriormente ser inserida no contexto de ensino,
     Inclusão: a escola é que tem que aceitar esse sujeito com deficiência, identificar suas necessidades educacionais específicas e possibilitar uma prática pedagógica que seja baseada na diferença.
     Essa questão da inclusão traz uma perspectiva de questionar a padronização que sempre foi colocada no sistema de ensino, ela se relaciona intrinsicamente com a questão dos direitos humanos, porque se a educação é um direito de todos, como coloca na prórpia Declaração Universal dos Direitos humanos.

     A constituição de 1988 traz no seu artigo 205 o direito de todos à educação e no artigo 208 coloca a questão do atendimento educacional especializado aos alunos da educação especial como um direito assegurado.
     A LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação, 9394 de 1996, traz um capítulo específico para a educação especial, composto pelos artigos 58, 59 e 60, que asseguram que os alunos da educação especial tem direito a um currículo adaptado, ou seja, acessível no sistema de ensino, bem como o direito à escolarização e ao atendimento educacional especializado.
     A política de 94 faz um início desse debate sobre inclusão, pautando a questão dos pré-requisitos como necessários para a inclusão.
     A Resolução  nº 2 de 2001, trata das diretrizes nacionais da educação especial na educação básica, possibilita ou ampara a inclusão dos alunos da educação especial no sistema de ensino nas escolas comuns.
     Em 2008 é publicada pelo Ministério da Educação a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva sa educação inclusiva.
     essa política é um marco porque especifica uma função para a educação especial, trabalha na perspectiva de uma nova organização da educação especial penasando na questão da educação inclusiva.


Módulo III Direitos Humanos Vídeo-aula 21

Módulo III - Seamana 6 - Vídeo-aula 21
Prof. Ana Maria Klein

     EDH na sala de aula

     Aprendizagem:
   
     A aprendizagem que ocorre em um dado momento é a síntese de tudo o que o estudante traz consigo: suas capacidades, sua história, seus conhecimentos, e seu estado psiquico.
     Há também aquilo que o professor traz: suas capacidades, seus conhecimentos e seus estados de ânimo, mas também sua pedagogia, seus pensamentos, sua maneira de ver os estudantes, como também as condições em que trabalha.
     A aprendizagem é um momento de abertura pessoal, é preciso querer aprender. É algo novo que vai se incorporar a mim, eu preciso ter abertura para esse novo que está chegando e vai se incorporar a maneira dele olhar o mundo. E pode ou não mudar a visão de mundo e mudar as relações desse indivíduo com o mundo.
    Dentro da educação em Direitos Humanos a aprendizagem e o estudante ocupam o lugar central. Há uma preocupação grande para que o aluno seja o sujeito da sua aprendizagem, para que interaja, participe, vivencie o processos democráticos, para que pense, critique, na formação de um pensamento crítico, isso envolve uma questão de valores e de mudança de um modo de olhar e me relacionar com o mundo, com a sociedade, com o outro.
   
     DH: Interdisciplinar e transversal
    
     Os direitos humanos enquanto conhecimento são interdisciplinares e transversais.
     Caráter interdisciplinar porque precisam ser compreendidos mediante a contribuição de diferentes áreas do conhecimento.
     Caráter transdisciplinar porque tem a ver com a questão dos temas e dos eixos temáticos que integram esse corpo de conhecimentos relativos aos direitos humanos por eles serem relacionados a todas as disciplinas, e principalmente porque são contextualizados na realidade.

     Metodologias ativas de aprendizagem, pressupostos pautados pelo construtivismo:
  • Os estudantes constroem seu próprio conhecimento por meio da seleção ativa de novas informações.
  • O sujeito traz uma bagagem de pressupostos, motivações, intenções e conhecimentos prévios.
  • o processo de construção do conhecimento acontece por meio da atividade individual e social.
  • A natureza das atividades influenciará a qualidade  do conhecimento adquirido.  
     Exemplo de metodologias ativas:
 
    Aprendizagem baseada em problemas - ABP - tem como ponto de partida o uso de problemas para a aquisição do conhecimento. O aluno aprende a partir destes, algumas vezes formulados pelos próprios alunos, outras pelos docentes.
     Ação problematizadora - por meio de problemas reais que demandam a ação investigativa por parte dos estudantes.
     Desenvolvimento de projetos - problematização da realidades, investigação, construção coletiva e autônoma do conhecimento.

Aprendizagem baseada em problemas




Módulo III Convivência Democrática Vídeo-aula20

Módulo III - Semana 5 - Vídeo-aula 20
Prof. Cesar Rodrigues

     Diferentes possibilidades culturais no currículo escolar

     Lugares onde se dá a produção das identidades e diferenças:
  • Contexto parental;
  • Na comunidade local;
  • Na escola;
  • Na mídia de uma maneira geral e na televisão de uma maneira específica, a partir da disseminação de uma identidade-referência localizada dentro de um certo grupo etnicorracial.
     Essas identidades e diferenças estão em todos os espaços escolares, porém pode-se dizer que a sala de aula é o espaço escolar onde as identidades e diferenças têm seus territórios mais demarcados.
     Nas relações cotidianas entre docente e discente, discente e discente, essas identidades e diferenças vão sendo cada vez mais acentuadas e por conta destas demarcações territoriais algumas e alguns tem acesso a determinadas coisas enquanto outros não tem.
     É preciso construir espaços para que essas culturas sejam legitimadas e não sejam mais invisibilizadas dentro da escola, porque elas existem, elas resistem, mas passam por um processo de invisibilização que não faz com que elas deixem de existir , porém, as colocam em uma posição cada vez mais excluída dentro do currículo escolar

     Sugestões de encaminhamentos do trabalho docente:
  •  Como ação inicial, traçar um perfil da comunidade da qual seus alunos são egressos;
  •  Esse perfil pode ser feito por meio de um mapeamento , de preferência com a participação direta docente;
  • A partir desse mapeamento cultural, elencar as facilidades e dificuldades encontradas para o trabalho com as manifestações culturais encontradas;
     Exemplos de trabalho com as culturas discentes:
  • "Literatura de Cordel"
  • "Escola com Samba"
     Fugir das inserções curriculares limitadas às datas comemorativas, é preciso que essas manifestações culturais estejam presentes no currículo escolar durante todo ano desde a educação infantil até o ensino médio; se possível dentro de uma perspectiva interdisciplinar.




"Literatura de cordel"


Literatura de cordel

Aberto:
Felicidade, és um sol
dourando a manhã da vida,
és como um pingo de orvalho
molhando a flor ressequida
és a esperança fagueira
da mocidade florida.

Fechado:
Da inspiração mais pura,
no mais luminoso dia,
porque cordel é cultura
nasceu nossa Academia
o céu da literatura,
a casa da poesia.

Solto:
Não sou rico nem sou pobre
não sou velho nem sou moço
não sou ouro nem sou cobre
sou feito de carne e osso
sou ligeiro como o gato
corro mais do que o vento.

Corrido:
Sou poeta repentista
Foi Deus quem me fez artista
Ninguém toma o meu fadário
O meu valor é antigo
Morrendo eu levo comigo
E ninguém faz inventário

Desencontrado:
Meu pai foi homem de bem
Honesto e trabalhador
Nunca negou um favor
Ao semelhante, também
Nunca falou de ninguém
Era um homem de valor.


     A literatura de cordel possui um repertório muito rico para se trabalhar diversos temas de maneira interdisciplinar e transversais.

Módulo III Convivência Democrática Vídeo-aula 19




 

Módulo III - Semana 5 - Vídeo-aula 19
Prof. Cesar Rodrigues


  

 Relações etnicorraciais na escola


     O conceito de raça teve um grande problema, pois o utilizaram para determinar a espécie humana hierarquizada, criou-se uma escala de valores entre os grupos populacionais, colocando uns com mais validade que outros e teve uma consequência gravíssima, a de decretar a raça branca como superior às raças negra e amarela.


     É preciso observar o decorrer das relações etnicorraciais; observar as atitudes de preconceitos; observar as atitudes que tomamos diante de determindas situações do cotidiano escolar, onde a intervenção, a reflexão, a discussão sobre esses marcadores sociais é mais que importante para que possamos atingir a questão da justiça curricular, possamos atingir a questão da justiça social.
     



     Em nível de humanidade possamos dar um tratamento equitativo dando mais para quem tem menos, para que a aprtir desse equilíbrio possamos oferecer em forma de igualdade tudo que se tem dentro de uma educação que se diz democrática e cidadã.

 

Módulo III Direitos Humanos Vídeo-aula 18

Módulo III - Semana 5 - Vídeo-aula 18
Prof. Ana Maria Klein

     EAD e Ambiente escolar
 


    Educar em e para os DH

     Assegurar direitos no plano jurídico não significa que as pessoas saibam ou queiram espontaneamente orientar suas vidas pelos princípios que guiam os Direitos Humanos. A Educação em Direitos Humanos é essencial ao seu reconhecimento, promoção e respeito.
     A educação tem extrema importância no processo de estabelecimento de uma cultura de direitos humanos, pois a educação é a principal via para que não tenha que sempre ir atrás do direito violado e sim agir na questão de promoção dos direitos, a educação vai atuar na construção, na valoração positiva desses direitos, trabalhando na afirmação de uma cultura em direitos humanos tendo uma maior probabilidadede que as pessoas orientem as suas vidas guiadas por princípios como igualdade, solidariedade, justiça, tolerância, inclusão e  não discriminação.
     É importante que os alunos saibam que os direitos existem, mas que também é preciso transformar esses direitos num modo de vida.
      O discurso do professor e da escola deve ser de acordo com sua prática, pensar em educação em direitos humanos como um caminho, um modo de vida que deve orientar tanto a vida na escola quanto na sociedade.

     Modo de vida:
  • vivência  e convivência  em ambientes democráticos e orientados pelos DH;
  • ações protagonistas por parte dos estudantes;
  • articulação entre a escola e a comunidade;
  • práticas e ações voltadas à promoção dos DH
      Ambiente escolar:
  • ações, experiências, vivenciadas por cada um dosparticipantes;
  • múltiplas relações com o entorno;
  • condiçoes sócio-afetivas;
  • condições materiais;
  • infraestrutura para a realização de propostas culturais educativas
      Espaço físico:
  • A estrutura física e a organização do espaço escolar revelam concepções de educação e definem as possibilidades e limitação das interações entre as pessoas.
  • Assim, a organização do espaço da sala de aula também é um fator importantíssimo a ser considerado, sobretudo quando temos em mente as metodologias ativas, desenvolvida por meio da interação entre os estudantes
      Relações Humanas:
  • Discutir e definir conjuntamente direitos e responsabilidades dos estudantes e dos professores com base em uma distribuição clara de papéis e tarefas.
  • Utilizar procedimentos dialógicos para resolução de conflitos e para lidar com a violência e a intimidação.
  • Estudantes devem ter oportunidades de auto-expressão, responsabilidades e participação na tomada de decisão.
  • Estudantes devem ter oportunidade para organização de suas próprias atividades, para representar, mediar e defender seus interesses.
  • Conscientização de pais e familiares sobre os direitos das crianças e sobre os princípais princípios da educação em Direitos Humanos.
  • Participação de pais na tomada de decisões da escola, por meio de organizações de representantes de pais (ex: conselho escolar).
  • Projetos e serviços extracurriculares dos estudantes na comunidade, particularmente sobre questões de DH.
  • O reconhecimento e a aceleração das conquistas em DH por meio de festividades.